Coordenadores/as:
Me. Ronan Marcelino de Souza - FSC/UFG
Mestrando Edson Carlos Andrade de Jesus - UFCG
Ementa:
Este Grupo de Trabalho propõe reunir pesquisas, estudos e reflexões que problematizem as experiências juvenis a partir das perspectivas das decolonialidades, compreendendo as juventudes como sujeitos históricos, políticos, culturais e produtores de conhecimentos. Interessa discutir como os processos históricos de colonização, racialização, expropriação territorial e imposição de epistemologias e modos de vida continuam a atravessar as experiências das juventudes na contemporaneidade, produzindo desigualdades, silenciamentos e disputas em torno de identidades, memórias, corpos, territórios e formas de existência.
O GT acolhe trabalhos que investiguem as relações entre juventudes, diásporas e deslocamentos, considerando os processos de reconstrução de vínculos comunitários, identitários e territoriais em diferentes contextos. Busca-se também refletir sobre a ancestralidade não apenas como referência ao passado, mas como dimensão viva da experiência social, capaz de produzir pertencimentos, conhecimentos, espiritualidades, práticas culturais e projetos de futuro. Nesse sentido, interessam particularmente as formas pelas quais jovens indígenas, quilombolas, negros/as, periféricos/as, camponeses/as, migrantes e outros sujeitos juvenis reelaboram memórias e saberes ancestrais, confrontando processos históricos de apagamento e subalternização.
São igualmente contempladas pesquisas sobre práticas de resistência, organização coletiva e produção de alternativas protagonizadas pelas juventudes, incluindo movimentos sociais, coletivos culturais, organizações comunitárias, experiências educativas, manifestações artísticas, práticas religiosas e espirituais, lutas territoriais e ações de enfrentamento ao racismo, às desigualdades e às diferentes formas de violência. O GT pretende, assim, estabelecer diálogos entre diferentes perspectivas decoloniais e os estudos das juventudes, valorizando epistemologias produzidas desde os territórios e pelos próprios sujeitos e reconhecendo as juventudes como agentes de transformação social, de preservação e reinvenção de memórias e de construção de outros futuros possíveis.
Palavras-chave: Juventudes; Decolonialidades; Ancestralidade.